Saber doar-se parece uma tarefa difícil - tudo mudou quando descobri que receber é muito, muito mais difícil. A alegria da doação vem no ato, na atitude e por aí fica; final feliz para quem fez.... Agora, perpetuar o receber vai muito além do ato.

Para quê recebi? Como recebi? Esta energia fica parada? Recebi, agradeci e pronto.....????!!! Se é lindo, se é caridoso ser escolhido para receber, imagino que os meus critérios para dar movimento, vida à doação, estes serão até dolorosos.

Normalmente achamos: recebo porque mereço, simples, não é? Nada, nada de simples. Receber implica em você ter que experimentar doar-se, escolher, viver, multiplicar, buscar, realizar , sorrir , chorar .... é a caminhada mais completa que realizará - nesta fase do receber descobrimos nossos apegos e, é possível que irá implicar em se conhecer; descobrir suas fraquezas, seus impulsos negativos e positivos na sua vida e na do próximo, nos escolhidos para receber e continuar com esse trabalho humano de multiplicar a missão receber.

Recebi e repasso ... repasso AMOR, BONDADE, SORRISOS, ABRAÇOS.... quem se habilita a receber?? Recebi e repasso.

Quem disse que saudade mata? Ledo engano para os corações recheados de histórias. Saudade arde, queima, dói porque é vida ; experimentado com sorrisos , fatos , broncas, limite, hierarquia, companheirismo, cumplicidade e, por aí vai. Ter e sentir são meras conjugações para quem vive da SAUDADE.

“Esta vida vai passar rápido, não brigue com as pessoas, não critique tanto seu corpo, não reclame tanto, não perca o sono pelas contas, não deixe de beijar seus amores, não se preocupe tanto em deixar a casa impecável, deixe os cachorros mais por perto, não fique guardando as taças, use os talheres novos, não economize tanto seu perfume predileto, use-o para passear com você mesma, gaste seu tênis predileto, repita suas roupas prediletas, e daí? Se não é errado, por que não ser agora?

Quem conta hoje com mais de quatro décadas de vida com certeza vai lembrar dessa simpática dupla de personagens de desenho animado dos estúdios Hanna-Barbera.Para os mais novos, ou então para aqueles que não se recordam, eu ajudo:

Na sua 13° edição, a festa Champagne Sunset foi muito bacana. Em local privilegiado, no alto das falésias da praia do Mucugê em Arraial d’Ajuda, regada a muito espumante, gente bonita e iluminada pela lua cheia, a comemoração foi um sucesso.

RB: O que te fez escolher Arraial d´Ajuda?

Max: Na verdade Arraial d’Ajuda que me escolheu! Eu estava viajando com um amigo de mochila e íamos subir até Natal, mas depois de dois dias de ônibus, chegamos a Porto Seguro muito cansados. Algumas pessoas me falaram que Porto era bem melhor, que tinha nosso estilo e que havia uma ilha à frente chamada Arraial d’Ajuda: “Vão lá conhecer que vocês vão gostar!” Quando pisei em Mucugê pela primeira vez, me apaixonei por Arraial e isso que me fez escolher Arraial e sei que Arraial me escolheu. Fiquei viajando um mês, fui pra Itacaré, mas desisti e voltei e, com a ajuda de um amigo meu, consegui abrir o bar no Beco das Cores e foi assim que começou a história.

Imagine-se entrando em um táxi em uma grande cidade. E ao entrar nesse táxi, a hora é do “rush”: carros amontoados, buzinas, som alto, vendedores de quinquilharias... E a única coisa que lhe vem à cabeça é sair daquele caos aparentemente organizado. De tal forma que você pergunta ao motorista em tom irônico, como se almejasse uma conversa informal com alguém: - Como saímos desta confusão? E o motorista prestativo lhe responde com outra pergunta.

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