Infância Institucionalizada

Iara-MartinsIara MartinsA negligência, os maus tratos, o abuso e o abandono são as razões mais frequentes para o acolhimento ou institucionalização de crianças.
Um número muito elevado de crianças permanecem, muitas delas desde que nasceram, institucionalizadas até a sua maioridade sem que tenham crescido no seio de uma família. Muitas crianças e ou adolescentes não têm definido qualquer projeto de vida e outras tantas têm como projeto de vida a manutenção do seu acolhimento.
A demora em adotar se reflete no perfil exigido de quem fez essa opção. Talvez por preconceito ou por hábito, a maioria ainda deseja crianças brancas, do sexo feminino e idade até 18 meses, ao contrário da realidade que se encontra nos abrigos: crianças pardas e negras, maiores de 02 anos, muitas vezes com irmãos. Apenas 10% das crianças abrigadas estão disponíveis para adoção, pois a maioria continua a ter algum tipo de vínculo familiar ou esbarra na burocracia jurídica.



E assim os anos vão passando... e com eles... a infância e a adolescência...
Infância esta privada de amor, de atenção, de cuidados individualizados e direcionados.
Infância privada de quantidade e qualidade.

Infância de crianças privadas do seu espaço subjetivo, dos seus conteúdos individuais e da realidade dos vínculos afetivos.
Infância despojada de experiências sociopsicológicas que fazem parte do desenvolvimento da personalidade infantil.

Infância de filhos que precisam de um pai e de uma mãe.
Faça diferente: você não precisa esperar um filho e sim conhecer um filho.

Adote uma criança!

 

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