A educação vai muito além de uma capacitação profissional

Aparentemente o mundo contemporâneo estabeleceu um estereótipo educacional terceirizado; aceito e praticado pela grande maioria.

 

Uma cultura na qual são comuns os pais de crianças encontrarem-se não como educadores de seus filhos, mas como “investidores ou financiadores” da educação dos mesmos. Entulhando a criança de compromissos e atividades que, supostamente, melhor a capacitariam para viver no mundo; línguas estrangeiras, esportes competitivos, reforço escolar... Isso sem citar a pressão do mundo pragmático.

Diante de tantos compromissos, em que momento os pais e os filhos convivem? Em que momento se dá a chamada “educação de dentro de casa”? Em que momento a criança tem uma educação emocional? Pois que é nítido que a emoção é um atributo da personalidade humana. Nesse ponto há aqueles que podem pensar: “Vou criar um curso de educação emocional”.

Pois é, tendo em vista que o saber emocional gravita o campo da singularidade e do empírico, não dá para criar uma “fórmula de bolo” que padronize o nosso comportamento; não me refiro à conduta moral, ética, mas ao emocional singular. Afinal uma coisa é como você age outra é como você se sente. É sentir-se bem e pleno, mesmo diante dos percalços da vida.

O eixo central no desenvolvimento das emoções é a universidade chamada família; nela você se depara com suas limitações, nela as máscaras não se sustentam por muito tempo, nela as virtudes são exercitáveis cotidianamente; afinal, você nunca vai testar sua paciência e tolerância se alguém não te tirar a paz. Mas para que essas potencialidades, chamadas de virtudes, se desenvolvam, é preciso conviver.

E além de tudo é preciso criar um ambiente favorável a tal; não funciona a contradição da teoria “x” e da conduta contrária ao “x”. Para que uma criança desenvolva a inteligência emocional, não é possível só a referência teórica, é preciso da referência prática; afinal, criança vê criança faz! Se você pretende que seu filho (a) seja pleno nessas capacidades, seja como a mamãe Mirna aí na foto, dedique-se a desenvolver suas potencialidades não só intelectivas, mas emocionais também.

Dessa forma sua conduta coincidirá com o seu discurso. A melhor educação é o exemplo.

© 2017 Revista Bacana. Todos os direitos reservados. Designed By Top Level