Em tempos de Crise ensinando Educação Financeira para os pequenos

Pois é, nós mamães somos sempre inundadas de muitas dúvidas e, quando o assunto são finanças, dá um nó na cabeça da gente mesmo!

Fico pensando sempre qual é o melhor momento para come­çar a abordar esse assunto com meu filho Samuel, que vai fazer quatro anos. Ele acha que o cartão de crédito é algo mágico, que paga tudo o que ele comprar. É como se fosse um caminhão cheio de dinheiro, e ele pode chegar e simplesmente levar tudo o que quiser. Seu filho também é assim?

 

Eu sou contadora e acho que Educação Financeira vem de berço. Assim que que eles demonstrarem alguma noção de nú­meros e quantidades, podemos introduzir, de uma forma lúdica, brincadeiras que incentivem nossos filhos a comprar e descobrir o real valor do dinheiro. Não é uma tarefa fácil, mamães, mas podemos começar de um jeito simples e sem pressa.

Aqui em casa, começamos a despertar esses valores com a compra de um cofrinho para o nosso pequeno. Foi um momento divertido, em que ele mesmo foi à loja escolher o seu, e claro que ele se encantou com o porquinho.

Já em casa, expliquei que ali seria o lugar onde ele iria guardar as moedas que ganhasse e que poderia no futuro comprar qual­quer brinquedo que ele quisesse. Meu objetivo inicial era ensinar que ele poderia juntar algum dinheiro e comprar algo que ele qui­sesse muito. Claro que ele não tem noção de quantidade, acha que uma moedinha pode comprar qualquer coisa, mas assim vamos introduzindo o conceito de guardar, economizar e comprar.

Para tornar mais fácil a compreensão do nosso pequeno, achamos melhor que ele tivesse uma mesada, e que ela fosse entregue em forma de moedinhas todas as semanas, pois um mês é muito tempo para a capacidade de assimilação da criança.

O segundo passo foi definir o valor dessa mesada, eu e o pai dele achamos melhor fixar em cinco moedinhas de um real, para que pudesse ser um número bom de moedas e ele pudesse fazer a separação dos valores.

A ideia inicial era que ele guardasse uma parte das moe­das no cofrinho e outra parte ele deixasse livre para a com­pra de algo. E assim foi feito.

Toda segunda-feira ele ganha suas moedas e coloca no co­fre. No início foi uma grande festa. Ele colocou todas no cofrinho e ficou balançando. E, como gostou da brincadeira, queria as moedas de volta para colocar novamente. Então explicamos que ele só poderia retirar as moedas quando estivesse cheio e ele já soubesse qual brinquedo iria querer comprar.

Acham que foi fácil? Não, mas com persistência ele enten­deu o recado.

Um ótimo lugar para exercitar a educação financeira é na escola. Ele sempre leva seus lanches, mas uma vez por sema­na é permitido comprar o lanche. E mais uma vez vamos falar sobre o cofrinho: como o lanche na escola custa três reais, ensinei a ele que poderia guardar duas moedas e deixar as outras para levar à escola e comprar seu lanche.

É algo simples, sabem, mamães, mas o deixou tão feliz, e ele se sentiu tão importante.

Pois até então quem pagava as contas eram sempre o papai e a mamãe. Agora ele fazia parte do processo e estava inserido nas responsabilidades financeiras da família.

Nossa próxima etapa será por volta dos seis anos, quando ele começará a alfabetização. Teremos um diário de anotações, onde ele poderá fazer seus cálculos financeiros, anotando tudo por lá.

E assim começamos, em casa, a ensinar pequenos valores financeiros ao nosso Samuca. Espero que esses ensinamentos prevaleçam com ele por toda a vida e que ele sempre se lembre que, para conquistar todos os seus sonhos, é preciso se organi­zar, planejar e economizar.

E esses ensinamentos valem para nós papais também. Já abri uma poupança para garantir o futuro do garotão e custear seus estudos. Um pouquinho por mês, economizando, papai e mamãe, e já fará uma grande diferença em seu futuro. E quando chegar a hora ele terá a oportunidade de escolher qual caminho e qual profissão seguir.

E vocês, mamães, já começaram a falar de educação fi­nanceira para os filhotes? Contem tudo pra mim, toda ideia é sempre muito bem-vinda.

© 2017 Revista Bacana. Todos os direitos reservados. Designed By Top Level